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A dependência química, constituem um dos problemas que mais afligem a sociedade contemporânea, sendo considerada uma epidemia. Caracteriza-se por modificações de comportamento amplas na vida do dependente. Devido à compulsão pelo uso da substância psicoativa que lhe traga os efeitos desejados, o dependente apresenta comportamentos de risco para o desenvolvimento e/ou infecção por doenças, compromete sua saúde mental bem como suas relações sociais, abandona suas atividades do cotidiano e passa a viver em função da droga: ou está sob efeito ou está em busca de usá-la. Assim, a dependência química é considerada uma doença mental reconhecida através do CID10/OMS, sendo chamada de Síndrome de Dependência, necessitando de tratamento adequado.
As estatísticas nos mostram que 12,3% da população entre 12 e 65 anos são dependentes de álcool, e 22,8% já fizeram uso de drogas na vida, Conforme II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil promovido pelo SENAD/CEBRID em 2005. A população com maior índice de consumo é o público masculino, com idade entre 18 e 34 anos.
Em Breves a situação do consumo de álcool e drogas reflete a realidade brasileira. Com uma população aproximada de 94 mil habitantes, o município é considerado pequeno, e por conta disso não conta com muitas opções de entretenimento e lazer, dentre os que temos, grande parte incentivam e muito o consumo de bebidas alcoólicas, mais especificamente da cerveja. O que levam adolescentes e jovens além de experimentarem o álcool cada vez mais cedo, também mais e mais desses jovens a terem o seu primeiro contato com as drogas, se tornando fatalmente usuários de drogas em potencial, o que explica o índice alarmante de dependentes químicos no município.
Reportagem especial feita pelo repórter Marlon Nascimento na unidade Casa do Oleiro do Projeto REVIVER.


